Um quinto dos direitos económicos dos jogadores do FC Porto está nas mãos de terceiros. Entre os três grandes, os portistas são os que mais repartem os passes dos atletas com outras entidades, segundo a análise do Finance Football. Mas o rival Benfica não fica muito atrás.

A próxima janela de transferências pode vir a trazer um sabor agridoce para dragões e águias. Tanto o portista Brahimi como o benfiquista Ederson estão entre os mais bem cotados do mercado português, com os principais tubarões europeus de olho nos dois craques. Ainda assim, para infortúnio dos cofres dos dois clubes, as respetivas SAD apenas detêm 50% dos direitos económicos dos jogadores.

No caso de Ederson, o presidente Luís Filipe Vieira já garantiu que só liberta o guarda-redes por 40 milhões de euros. Ou seja, se a transferência do internacional brasileiro permitirá um generoso encaixe de 20 milhões de euros, também é certo que deixará água na boca junto dos responsáveis encarnados, dado que os outros 20 milhões vão para… o euromilionário Rio Ave.

Fonte: Finance Football, CMVM e Transfermarkt.

Para o FC Porto, com a necessidade premente de realizar mais-valias com a venda de jogadores, depois de prejuízos históricos na última temporada, o facto de dividir o passe de Brahimi a meias com o fundo Doyen não vem definitivamente num bom momento. O internacional argelino tem um valor de mercado de 18 milhões de euros e os portistas já estão a tentar comprar a metade que não está na sua posse.

Há mais casos

A presença de fundos de investimento como a Doyen enquanto proprietárias de jogadores de futebol é cada vez menor. Essa tem sido uma luta de FIFA e UEFA para evitar que terceiras entidades se tornem protagonistas numa indústria que atrai rios de dinheiro. Mas isso não tem evitado outras estratégias de partilha de risco (e receitas) entre os clubes.

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No FC Porto, são muitos os casos de jogadores cuja propriedade económica não é exclusiva dos dragões. De resto, entre os três grandes do futebol nacional, os portistas são os que mais partilham os direitos dos jogadores com terceiros. Quase um quinto (18%) dos passes dos atletas não está nas mãos da SAD liderada por Pinto da Costa, com jogadores como Óliver Torres, Corona, Felipe, Otávio, André Silva e Soares a terem o seu passe repartido por outras entidades.

Brahimi (FC Porto), Ederson (Benfica) e Jefferson (Sporting)
Fonte: Finance Football, CMVM e Transfermarkt.

Para o Benfica, o cenário não é muito mais animador. Mais de 10% dos direitos escapam à propriedade da SAD encarnada, onde casos de Zivkovic, Rafa e Grimaldo fazem soar os alarmes na Luz dado tratarem-se de jovens promissores e cujos passes estão divididos com outras entidades.

Leões prevenidos após caso Doyen

Bruno de Carvalho aprendeu a lição da pior maneira, mas aprendeu. Após ter dividido a receita da milionária transferência de Marcos Rojo com Doyen, o presidente sportinguista não voltou a cometer o mesmo erro. Desde então, os leões iniciaram uma estratégia de recuperação da totalidade dos passes que lhes faltavam, incluindo das suas principais estrelas William Carvalho e Adrien Silva.

Atualmente, o Sporting é o clube que detém a maior parte dos direitos económicos da sua equipa. O lateral brasileiro Jefferson é um raro exemplo em Alvalade. Está avaliado em 5,5 milhões de euros. Mas só 80% do passe está nas mãos dos leões.

Nota: Todos os dados apresentados estão disponíveis para consulta e uso, sob a garantia de direitos de autor ao Finance Football.

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