A China é oficialmente o maior investidor estrangeiro do futebol europeu. Apesar de só terem começado a atacar o mercado há dois anos, os chineses conseguiram num piscar de olhos ultrapassar os Estados Unidos e a Rússia – e, neste momento, já controlam, directa ou indirectamente, mais clubes estrangeiros do que que qualquer outro país do mundo.

Os dados foram revelados recentemente pela UEFA, no seu relatório financeiro anual. De acordo com os números do organismo máximo do futebol europeu, o capital chinês já detém por completo nove clubes estrangeiros, e possui ainda “participações significativas” – definidas como “20 a 49% das acções do clube em questão” – em três equipas. Ao todo são 12 clubes em mãos chinesas.

A China ultrapassa assim os Estados Unidos, que aparecem no segundo lugar (11 clubes) e a Rússia, que ocupa o terceiro (quatro equipas). Mas há uma diferença substancial entre os três: é que enquanto estes dois últimos estão a investir há muito tempo, no caso do capital chinês o dinheiro entrou todo de 2014 para cá. Uma verdadeira entrada a pés juntos, que surpreendeu tudo e todos.

Entre os clubes que estão agora em mãos chinesas contam-se, por exemplo, o Inter de Milão (custou 740 milhões de euros), o Granada, o Espanyol, o Birmingham, o Wolverhampton e o Aston Villa, no meio de outras equipas de média dimensão. E a lista pode não ficar por aqui: no prelo está, por exemplo, a compra do gigante AC Milan, que tudo indica poderá ser formalizada e concluída em Março deste ano.

O crescimento da China enquanto player crucial no futebol internacional tem sido exponencial. Neste momento, os chineses já pagam salários tão ou mais altos do que os principais clubes europeusTévez, alegadamente o jogador mais bem pago do mundo, joga na China –, investem como poucos em publicidade e gastam milhões na renovação das suas infraestruturas desportivas. Em suma, a China está à procura do domínio do futebol mundial.

A própria UEFA, de resto, reconhece a importância do dinheiro chinês no desporto-rei, bem como o crescimento notável da importância de outros países do Leste. “A maior fatia de investimento estrangeiro em clubes europeus vem da Ásia. A propriedade de clubes por parte de capital asiático emergiu sobretudo na última época, com os chineses a investirem em equipas de cinco ligas diferentes em apenas onze meses”.

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