Não é costume ver-se o nome da chanceler alemã associado ao futebol, mas desta vez é verdade. Angela Merkel assinou um acordo de parceria que vai unir a Alemanha à China nos próximos anos, num protocolo de troca de experiências e formação no domínio do desporto rei.

A parceria tem uma duração inicial de cinco anos, e envolve a Deutsche Fußball-Bund (DFB), a Deutsche Fußball Liga (DFL), o Ministério da Educação chinês e a Associação Chinesa de Futebol. As várias organizações vão trabalhar em conjunto para a formação de jogadores, treinadores e árbitros. Espera-se que alguns treinadores alemães treinem alunos chineses, partilhando a sua experiência futebolística com os jovens asiáticos.

A China poderá assim beneficiar do know-how acumulado da Alemanha no desporto-rei, aproveitando a experiência dos vencedores do último campeonato do mundo. Seria apenas mais um passo dado por um país que tem feito imenso para se afirmar no futebol mundial. Por exemplo, tem procurado comprar clubes estrangeiros (incluindo o poderoso AC Milan), contrata cada vez mais craques do velho continente, compra direitos televisivos dos jogos europeus por quantias milionárias e coloca vários jogadores no ranking dos mais bem pagos do mundo.

“Penso que isto é muito especial e que apenas a China e Alemanha seriam capazes de fazer isto de maneira a combinar as vantagens de cada um”, confessou Liu Yandong, a vice-primeira ministra chinês, expressando o seu contentamento.

Para além disso, clubes de ambos os países promoverão trocas de jogadores e staff entre eles. A China, com mais de 500 milhões de fãs de futebol, continua assim o seu desenvolvimento galopante no mundo do futebol.