Fundos dos EUA interessados nos direitos de transmissão da liga portuguesa

Jun 24, 2026

Três fundos americanos estão entre os interessados na aquisição de uma participação na empresa que irá explorar os direitos de transmissão dos jogos de futebol da liga portuguesa.

Apollo Global Management, CVC Capital Partners e Oaktree Capital Management participaram no dia do investidor organizado pela Liga Portugal e manifestaram interesse na subsidiária que vai deter e comercializar os direitos audivisuais, segundo a agência Bloomberg.

Todos os clubes terão de aprovar a venda de uma participação na empresa Liga Centralização, criada em 2021, na sequência de um decreto do governo português que obrigou o futebol profissional português a avançar para um modelo de centralização dos direitos televisivos a partir da época desportiva 2028-2029.

Atualmente cada clube vende os direitos de transmissão dos seus jogos domésticos individualmente, sendo que os chamados ‘3 grandes’ Benfica, FC Porto e Sporting são os que mais recebem.

A centralização dos direitos audivisuais deverá permitir gerar receitas na ordem dos €250 milhões de euros por época.

O modelo de distribuição já foi aprovado pelos clubes e também já tem o parecer favorável da Autoridade da Concorrência. O modelo prevê a repartição de receitas combinado cinco critérios, valorizando sobretudo o desempenho desportivo, com praticamente 60% do valor a ser alocado em função da posição final no campeonato, do histórico de classificações e da contribuição para o ranking da UEFA.

Outros 20% serão repartidos pelos clubes em partes iguais, enquanto os restantes cerca de 20% serão distribuídos com base nas assistências nos estádios e nas audiências televisivas e outros fatores.

Segundo uma análise da consultora Morningstar DBRS, o sucesso do processo de centralização dependerá da execução e da criação de valor.

Num cenário mais otimista, a agência antecipa receitas superiores a €300 milhões, o que seria benéfico para todos os clubes. Num cenário negativo, a centralização renderia menos de €200 milhões, sendo que os 3 grandes seriam os mais prejudicados.

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