Está a crescer a pressão para Gianni Infantino abandonar a liderança da FIFA depois dos planos ‘escondidos’ para vender parte do Mundial, a maior prova de futebol do mundo.
A oposição de Infantino está a ameaça ‘paralisar’ a FIFA caso o ítalo-suíço não se demita, segundo fontes da UEFA citadas pela BBC.
Alguns dos que estão envolvidos na rebelião consideram que “não há volta atrás” e que Infantino tem mesmo de sair da presidência do organismo que tutela o futebol mundial.
Dentro da UEFA, é essa a ideia: a entidade liderada por Alexander Ceferin perdeu a confiança em Infantino e exigiu à FIFA que conserve todos os documentos relativos ao processo que levou à ideia de criar uma empresa comercial para explorar a Copa do Mundo.
Infantino pretendia vender uma participação de 20% na FIFA Forward Enterprise por cerca de $4 bilhões a um fundo controlado por Joshua Kushner, investidor tecnológico e irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, Donald Trump.
Entre as associações nacionais de futebol que já retiraram o apoio a Infantino estão Gales e Inglaterra. Também o Real Madrid e a Juventus declaram a sua oposição aos planos de vender a Copa do Mundo a privados.
Infantino tinha o caminho aberto para a reeleição na liderança da FIFA nas eleições que terão lugar em março, mas as últimas polémicas deixam tudo em aberto.
Infantino precisa de 106 votos dos 211 membros da FIFA para conquistar as eleições.
A UEFA tem 55 votos, África 54, Ásia 46, Concacaf 35, Oceania 11 e a Conmebol 10.
A Confederação de Futebol Asiática (AFC) já manifestou o seu alinhamento com a posição da UEFA.
O Conselho da FIFA pode forçar Gianni Infantino a apresentar a demissão do cargo através de uma reunião de emergência.
Para tal 19 dos 37 membros do Conselho de FIFA terão de solicitar uma reunião que teria lugar em duas semanas. Neste conselho, a UEFA Tem 9 membros, a AFC 7, Concacaf 5, África 6, Conmebol 5 e a Oceania 3. Infantino e o secretário geral Mattias Grafstrom completam o conselho.

0 Comments