A UEFA ameaça avançar com uma ação judicial contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, na sequência do plano falhado de vender uma participação de 20% numa sociedade comercial de $20 bilhões que ia explorar os direitos comerciais da Copa do Mundo.
Numa carta enviada a Infantino, a UEFA avisou que estava a “considerar ativamente ações legais, arbitragem e/ou queixas regulatórias” em relação à proposta da entidade máxima do futebol mundial de arrecadar mais de 4 mil milhões de dólares com a venda de ações de uma nova entidade que albergaria os direitos comerciais da FIFA.
Tal plano, que foi revelado a semana passada pelo jornal britânico Financial Times, abalou o mundo do futebol e provocou uma onda de críticas que levou Infantino a recuar na sexta-feira.
Entre outros que criticaram veementemente o plano está a UEFA e as federações nacionais de futebol europeias, que manifestaram a perda de confiança no líder da FIFA.
Infantino, que parecia ter o caminho aberto para uma reeleição como presidente da FIFA no próximo ano, surge agora numa posição ainda mais vulnerável, depois das polémicas no Mundial.
A carta da UEFA, com a data de 31 de julho e revelada agora pelo The Telegraph, avisa Infantino para identificar, localizar e preservar todos os documentos e informações armazenados eletronicamente” relacionados com a criação da FIFA Forward Enterprise.
A Thrive Eternal, um fundo de investimento controlado por Joshua Kushner, investidor tecnológico e irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, Donald Trump, seria o principal investidor nessa operação da FIFA engendrada por Infantino.
O ítalo-suíço tinha prometido que o dinheiro angariado com o plano seria destinado a aumentar o financiamento para os membros da FIFA.

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