O período de transferências ainda não acabou, e por isso muita coisa ainda pode acontecer até 31 de Agosto, quando a janela de compra e venda de jogadores se fecha em definitivo. Mas, para já, uma coisa é certa: depois da transferência de Nelson Semedo para o Barcelona, o Benfica é o clube a nível mundial que mais facturou com a venda de craques durante este defeso.

O lateral direito português foi apenas mais um elemento de uma lista extensa de ‘pedras preciosas’ que o clube de Luz exportou para os grandes do futebol europeu. Para além de Semedo (30,5M€), o Benfica também vendeu o central Lindelof ao Manchester United (35M€) e o guarda-redes Ederson ao Manchester City (40M€), entre outras transferências de menor monta. Contas feitas, o valor global atingiu uns estratosféricos 112,3 milhões de euros.

Nenhum outro clube encaixou tanto quando o Benfica, pelo menos tendo em conta os valores reportados no site Transfermarkt. O Mónaco foi a equipa que se aproximou mais: encaixou 50 milhões com a saída de Bernardo Silva e lucrou 40 milhões com a saída de Bakayoko para o Chelsea. Mas, tudo somado, a receita total ficou ligeiramente abaixo da marca atingida pelo Benfica, como documenta a imagem de baixo.

Esta é a primeira vez que o Benfica aparece tão bem colocado no rankingranking que, relembre-se, é provisório e pode facilmente mudar até ao final do ano, uma vez que falta muito tempo até ao fecho do período de transferências. Mas já no ano passado o Benfica tinha acabado num honroso segundo lugar, imediatamente atrás do colosso italiano Juventus.

Formação, a quanto obrigas

A capacidade de comprar barato e vender caro – e, nalguns casos, de ‘formar para vender’, como aconteceu com Renato Sanches – é uma das marcas de água do Benfica nos anos recentes. De facto, o sucesso desportivo das águias tem andado de mão dada com o seu sucesso financeiro: desde 2014 para cá que os encaixes anuais com vendas de jogadores foram sempre superiores a 100 milhões de euros. O Porto tem vindo a perder terreno, depois de alguns anos a liderar a tabela, e o Sporting está a uma distância cada vez maior.

Parte do sucesso tem que ver com o know-how dos treinadores que passaram pelo Benfica. Jorge Jesus deu o pontapé de partida, quando adquiriu diamantes em bruto a preço de saldo e em pouco tempo os conseguiu polir até estarem prontos para estrear das grandes montras do futebol europeu. Matic (Chelsea, 25M€), Witsel (Zenit, 40M€), Javi García (Manchester City, 25M€) e Fábio Coentrão (Real Madrid, 30M€) são apenas alguns dos exemplos mais sonantes.

A outra parte diz respeito à aposta na formação, que nunca esteve nas prioridades de Jesus mas que ganhou uma preponderância inaudita com a chegada à Luz de Rui Vitória. Nas duas últimas épocas o treinador encarnado já lançou para a ribalta jogadores como Renato Sanches, e Gonçalo Guedes, para além de Nélson Semedo – ao ponto de o centro de estágio do Seixal já se ter transformado na academia mais lucrativa do país.

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *