Ao todo são 30,2 mil milhões de euros. Este valor astronómico – que corresponde, por exemplo, a mais de 15% do PIB português – é, segundo a UEFA, o valor agregado de todos os jogadores profissionais do mundo. E mostra bem como o desporto-rei movimenta somas cada vez mais exorbitantes.

Na frente da tabela aparece a Inglaterra. Apesar de os galácticos do Real Madrid estarem em Espanha, é em terras de Sua Majestade que se concentram os valores mais altos do futebol mundial. Tudo somado, os jogadores dos clubes da Premier League estão avaliados em qualquer coisa como 4,4 mil milhões de euro, valor que já inclui transferências como as de Ibrahimovic ou Pogba (o jogador mais caro de sempre).

A primeira posição dos clubes ingleses – que, refira-se, diz apenas respeito à Premier League, deixando de fora os escalões profissionais abaixo desse – pode surpreender muita gente, mas não os adeptos que têm estado atentos aos contratos milionários que surgem como cogumelos nas ilhas britânicas. De facto, o poder de fogo (financeiro, claro) dos clubes tem estado a aumentar a olhos vistos, o que lhes permite reforçar de forma substancial os respectivos plantéis.

Espanha segue em segundo lugar, com um valor acumulado de 3,25 mil milhões de euros. O que é extraordinário, no caso do país vizinho, é que praticamente um quinto deste valor advém de apenas dois clubes: o Real Madrid de Zidane e o Barcelona de Luis Enrique. Ronaldo, Messi, Neymar e Bale são os jogadores que mais engordam o balanço dos clubes espanhóis, com um valor de mercado acumulado que vai para lá dos 300 milhões de euros.

Daí em diante, a tabela não gera grande surpresa. Itália, Alemanha e França – os big five, como se diz na gíria do futebol – ocupam as seguintes posições, com valores de mercado razoavelmente abaixo dos que se verificam no caso da Inglaterra e Espanha.

E Portugal? Segundo os dados da UEFA, a Liga NOS está num honroso nono lugar. Os jogadores dos clubes portugueses têm um valor de mercado superior a 800 milhões de euros, mais do que o que se verifica na Holanda e Bélgica, por exemplo. E que resulta em grande medida dos plantéis dos três grandes, muito mais caros do que os restantes.

De resto, este facto é notado pela própria UEFA, que assinala as discrepâncias notáveis que vigoram em Portugal entre os mais ricos e os pobres. Por exemplo, o rácio entre as despesas salariais dos quatro primeiros e as despesas salariais dos outros clubes da mesma divisão chega a ser de oito vezes. Não há nada de remotamente semelhante no resto dos campeonatos europeus.

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