A chegada de Ronaldo a Itália motivou um maior interesse pelo patrocínio da Serie A.

A Serie A, a principal liga de futebol em Itália, poderá enfrentar perdas de 720 milhões de euros se o campeonato não for concluído por causa da pandemia do novo coronavírus, de acordo com estimativas da Deloitte.

Segundo a Gazetta dello Sport, mesmo que a Serie A consiga terminar a época, as perdas deverão rondar os 170 milhões de euros. É um cenário grave, mas mais gerível.

Os principais campeonatos de futebol em todo o mundo foram suspensos por tempo indeterminado, devido ao surto do Covid-19 que já infetou mais de 320 mil pessoas em todo o mundo, tendo vitimado mortalmente cerca de 14 mil.

Notícias da Serie A revelam que os clubes italianos estão a estudar várias opções pela organização numa tentativa de gerir o fardo financeiro sem contar com a ajuda do governo.

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Em cima da mesa poderão estar alterações nas regras dos novos estádios e levantar a suspensão sobre parcerias comerciais em relação à indústria das apostas desportivas.

As propostas para ajudar os clubes a mitigarem os efeitos do impacto do novo vírus vão ser apresentadas pelo presidente executivo da Serie A, Luigi de Siervo, antes de serem enviadas ao governo.

Liga italiana pode voltar em maio

Fora da China, Itália regista o principal ponto de preocupação das autoridades em relação à propagação do Covid-19. Ainda assim, o ministro dos Desportos italiano, Vicenzo Spadafora, sugeriu que a liga tem como objetivo retomar a competição em maio.

Spadafora explicou que o plano, que inclui a possibilidade de haver jogos à porta fechada, dependerá da evolução da situação no momento.

“Eu acredito que a Serie A poderá regressar no dia 3 de maio”, disse. “Depois vamos avaliar se os jogos serão à porta fechada ou abertos ao público”, acrescentou.

Disse ainda que “a fórmula será depois aplicada a competições internacionais, como a Champions League e Liga Europa”.

Spadafora confirmou ainda que os clubes vão estar isentos dos pagamentos para o governo nos próximos meses, para aliviar as preocupações com o chasflow que deixou de existir com o adiamento dos jogos.

Suspendemos todas as obrigações fiscais até 30 de maio para todas as federações desportivas e para todas as atividades desportivas. Suspendemos as rendas das infraestruturas públicas e disponibilizamos um pagamento único de 600 euros para dezenas de milhares de colaboradores desportivos em toda a Itália”, frisou o governante.