A polémica estalou depois de o ministro das Finanças revelou quanto é que o novo presidente da Caixa Geral de Depósitos vai ganhar: ao fim de um ano de trabalho, António Domingues deve encaixar qualquer coisa como meio milhão de euros – mais de quarenta vezes o salário médio em Portugal. Será excessivo?

Várias publicações nacionais coligiram informação acerca da remuneração dos vários CEO’s da banca. E (quase) todos concluíram o mesmo. Que o ordenado de Domingues é principesco, claro; mas que não está muito longe da média praticada no sector bancário português. Por exemplo, o dirigente máximo do BPI, Fernando Ullrich, ganha substancialmente mais do que Domingues.

Mas, apesar de tudo, a banca não é o sector onde os salários são mais altos. O Finance Football comparou a nata do futebol nacional com o sector financeiro e mostra-lhe aqui os resultados. A conclusão é simples: entre ser um banqueiro de topo e mister nos três grandes, prefira a segunda opção. Sem pestanejar.

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Como a tabela mostra, qualquer um dos três principais treinadores fica à frente dos CEO’s do sector financeiro. No caso de Jorge Jesus, o avanço é destacado: o antigo treinador do Benfica ganha praticamente dez (!) vezes mais do que António Domingues. Mas até os mais ‘modestos’ Rui Vitória e Espírito Santo conseguem ganhar mais do que o mais bem pago banqueiro.

Estes resultados não devem ser surpreendentes. O Finance Football já fez uma análise semelhante a nível internacional, onde concluiu que os principais CEO’s europeus ficam consideravelmente atrás dos treinadores. Nalguns casos, os treinadores chegam a ganhar 1000 vezes o salário mínimo do respectivo país. Lá fora, como cá, a lei do mercado impera.

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