São 76 milhões de euros por ano – este é o custo que Manchester City, Bayern de Munique, Manchester United, Real Madrid e Arsenal têm com os seus treinadores. Que são também, segundo investigação do Finance Football, os cinco misters mais bem pagos do futebol profissional. Mas até que ponto é que o investimento com maestros como Mourinho, Guardiola e Ancelotti tem retorno?

O Finance Football comparou os salários com os resultados e concluiu que nem sempre pagar mais caro compensa. E aqui destaca-se um nome: José Mourinho. O português é o terceiro treinador mais bem pago do mundo, com um vencimento anual de 14,5 milhões de euros por ano, mas a meio da época não está a conseguir fazer melhor do que pôr o Manchester United num modesto sexto lugar.

Na verdade, o ano está a correr tão mal que a própria Adidas já avançou a possibilidade de rescindir contrato com os Red Devils, que estão neste momento praticamente afastados da disputa pelo título: com meio campeonato jogado, acumulam já uma diferença de 13 pontos relativamente ao Chelsea.

Mourinho não é o único milionário a não conseguir o primeiro lugar: é apenas o caso mais flagrante. De facto, no Top 5 dos treinadores mais bem pagos há mais dois treinadores fora da primeira posição: Guardiola (3º posto, a sete pontos do líder) e Arsene Wenger (4º lugar, 9 pontos de distância). Zidane e Ancelotii, respectivamente no Real Madrid e no Bayern de Munique, ocupam a primeira posição.

Os outros cinco… E Jesus

Na tabela dos 10 mais bem pagos encontramos mais cinco nomes: Luis Enrique (Barcelona), Jurgen Klopp (Liverpool), Antonio Conte (Juventus), Ronald Koeman (Everton) e Diego Simeone (Atlético de Madrid). Destes cinco, um consegue o primeiro lugar (Conte) e outros dois quedam-se pela segunda posição dos respectivos campeonatos (Luis Enrique e Klopp).

Koeman e Simeone não fazem melhor do que Mourinho. Porém, não é provável que os adeptos julguem o holandês e o argentino da mesma forma que os apoiantes do Manchester estão a julgar Mourinho. É que Koeman treina o Everton, uma equipa que claramente não luta pelo título, e Simeone tem um longo capital de confiança acumulado ao longo dos últimos anos: já ganhou o campeonato espanhol e conduziu o Atleti a duas finais da Liga dos Campeões (curiosamente, ambas perdidas contra o Real Madrid).

Finalmente, destaque ainda para o décimo primeiro lugar, onde aparece o português Jorge Jesus. O ex-treinador do Benfica não tem tido vida fácil: apesar de ganhar cinco vezes mais do que Rui Vitória e Nuno Espírito Santo, o sportinguista está atrás de ambos, ficando actualmente na quarta posição do campeonato.