A menos de um mês para o início da Copa do Mundo, a FIFA fechou finalmente um acordo para a venda dos direitos de transmissão televisiva da competição na China, por valores bem abaixo do esperado.
A CCTV, media estatal chinesa, vai pagar cerca $60 milhões pelos direitos da Copa do Mundo 2026, abaixo dos $300 milhões que a FIFA esperava inicialmente.
O acordo com a China Media Group (CMG), que opera a CCTV, inclui as quatro próximas Copas do Mundo — duas dos homens e outras duas das mulheres — até 2031, anunciou a FIFA em comunicado.
Em relação à Copa do Mundo que terá lugar nos Estados Unidos, México e Canadá, a CCTV irá transmitir os 104 jogos da prova que se inicia a 11 de junho e para a qual a China não se qualificou.
“É um verdadeiro prazer anunciar o acordo com a CMG”, declarou o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström, que esteve na China na semana passada, onde se encontrou com responsáveis da Associação Chinesa de Futebol.
“O mercado chinês é de extrema importância para a comunidade futebolística global. Conhecemos a paixão dos adeptos chineses e estamos muito felizes e orgulhosos da nossa parceria com a CMG para levar o Campeonato do Mundo de Futebol a todos os adeptos na China”, acrescentou o responsável.
A diferença horária até 15 horas entre Pequim e as cidades que vão acolher a Copa do Mundo contribuiu para a FIFA ter de aceitar um desconto significativo no preço dos direitos.
Por outro lado, a dimensão do mercado chinês, com mais de 1,1 biliões de pessoas, estaria em causa se a FIFA não tivesse chegado a um acordo, ainda que a China esteja ausente da Copa do Mundo desde 2002.

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