A Associação Chinesa de Futebol (CFA) anunciou as novas regras aplicadas à Liga Chinesa. A partir de março cada equipa só poderá utilizar três estrangeiros em campo, ao contrário dos quatro permitidos até agora.

O principal objetivo desta medida, segundo a CFA, é a limitação do volume de contratações dos principais clubes chineses, que têm batidos recordes nas transferências de jogadores com carreiras internacionais e que atuam tanto na Europa como na América.

Enquanto as anteriores regras davam a possibilidade de cada equipa ter três jogadores estrangeiros em campo e mais um de outro país asiático, as novas regras são mais restritivas. Os regulamentos dizem que só serão permitidos três jogadores estrangeiros no onze de cada equipa, independentemente da proveniência.

Em comunicado a Associação referiu que “Será benéfico para o desenvolvimento integral do futebol no país, a formação dos jogadores chineses e elevação do nível da seleção nacional chinesa. Acrescentou ainda que “lançará uma série de medidas para combater o investimento irracional dos clubes”.

A Associação acrescentou que todos os clubes poderão registar cinco jogadores estrangeiros nos seus quadros, mas nem todos poderão ser usados em qualquer jogo. As equipas terão que incluir também dois jovens nacionais nascidos após 1994 em dia de jogo e um dos quais deve ser titular.

Clubes em polvorosa

Entretanto, os clubes chineses já reagiram às novas regras impostas para a época do corrente ano. O lamento pela redução surgiu de várias frentes. O recém-promovido Tianjin Quanjian, por exemplo, disse que “Podem fazer cair por terra vários planos das equipas que estão em pré-temporada, levando inclusive a perdas financeiras”.

A equipa fez um dos negócios do mercado ao contratar o belga Axel Witsel ao Zenit de St. Petersburgo. Para além do internacional belga, o clube tem ainda o brasileiro Geuvânio e o sul-coreano Kwon Kyung-won. E diz-se que terá também feito uma proposta a Diego Costa do Chelsea.

Os principais clubes da cidade de Xangai protagonizaram duas grandes contratações. O avançado argentino Carlos Tévez para o Shanghai Shenhua e o médio brasileiro Óscar para o Shanghai SIPG.

Um dirigente não identificado lamentou que “Agora, os jogadores estrangeiros tornaram-se o nosso maior problema, porque não nos deram um período de adaptação às novas regras. Temos cinco estrangeiros na equipa e só três é que poderão jogar”.

No meio de tantas oposições o técnico do Shandon Luneng mostrou-se favorável às mudanças. Com Gil Jucilei, Diego Tardelli, Graziano Pellè e Papiss Cissé na equipa, o treinador disse que “As novas regras proporcionarão oportunidades aos talentos chineses e reduzirão a dependência dos clubes. Talvez, não serão notados efeitos a curto prazo, mas beneficiará a seleção nacional.”

A venda de Raúl Jiménez

Um dos efeitos imediatos dos novos regulamentos impostos pela Associação Chinesa de Futebol foi o cancelamento da compra de Raúl Jiménez. Segundo um dirigente do Tianjin Quanjin, o clube esteve perto de fechar a compra do avançado mexicano do SL Benfica.

“Há alguns dias o Jorge Mendes veio à minha cidade. Ainda ontem (segunda-feira) estávamos quase a contratar Falcao e Raúl Jiménez. Os dois atletas estavam prontos a assinar. Depois do anúncio da CFA tivemos que mudar de planos.”

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *