Os 20 clubes da Premier League aumentaram as receitas com patrocínios na frente das suas camisas em 8% para £444 milhões na temporada 2026-27, apesar da proibição de casas de apostas.
Oito times que permaneceram na liga — Aston Villa, Bournemouth, Brentford, Crystal Palace, Everton, Fulham, Nottingham Forest e Sunderland — trocaram os seus patrocínios de apostas que rendiam £67 milhões por novos acordos que valem £75 milhões, de acordo com um estudo da consultora Ampere.
Os dados mostram como esses clubes foram capazes de atrair investimento de outros setores depois de as bets terem sido proibidas na parte frontal das camisas nesta temporada.
Esta evolução também pode servir de exemplo para o futebol brasileiro, que acaba de ver o governo de Lula da Silva banir o jogo online do país. Dos 20 times da Série A, 14 têm acordos com casas de apostas e arriscam perder mais de R$1 bilhão com a nova lei.
A Premier League mostra que a proibição no Brasil não será o fim do futebol brasileiro, como dramatizam os clubes.
Big-Six ganham £328 milhões
O relatório da Ampere revela que o crescimento da receita está concentrado nos maiores clubes da Premier League.
Os Big-Six — Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham — aumentaram a sua receita em conjunto em £46 milhões, em parte devido à melhoria do contrato entre Arsenal e Emirates e ao novo acordo do Chelsea com a Circle.
Ao todo, os seis principais emblemas ganham £328 milhões, segundo a Ampere.
Em relação aos restantes times da Premier League, a despromoção de West Ham, Burnley e Wolverhampton e a respetiva promoção de Coventry City, Hull City e Ipswich Town contribuíram com uma redução de £16 milhões.
Investimento das bets cai £92 milhões
Com a proibição das casas de apostas na frente das camisas, o investimento total do setor em todos os ativos caiu £92 milhões, de £155 milhões em 2025-26 para £63 milhões esta época.
O número de contratos de patrocínio de apostas também diminuiu 21%.
A Ampere revela que seis marcas de apostas fecharam novos contratos para patrocínios de uniformes de treino e mangas, representando agora 57% e 20% das despesas com uniformes de treino e mangas (face a 34% e 3%), respetivamente.

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