O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, declarou que não está interessado em substituir Gianni Infantino mas avisou que o líder da FIFA terá de apresentar a demissão ou enfrentar um candidato concorrente nas próximas eleições.
Infantino está sob pressão desde que tentou vender os direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, o que desencadeou uma forte reação negativa junto de vários parceiros da FIFA.
A UEFA está entre as entidades que manifestaram a sua oposição e ameaçou boicotar as competições FIFA se esses planos não fossem retirados.
A projeto da FIFA Enterprise Forward caiu, mas várias confederações de futebol declararam a perda de confiança em Infantino, acusando-o de planear a venda da Copa do Mundo nos bastidores.
“Um das razões é que eu adoro a UEFA”, disse Čeferin, questionado sobre se poderia concorrer à liderança da FIFA. “Eu adoro trabalhar aqui e penso que a determinado momento… também tenho de desfrutar a minha vida um pouco”, acrescentou.
“E o segundo ponto é que a minha credibilidade é muito, muito maior se não estiver interessado naquela posição”.
Ainda assim, voltou a declarar que Infantino deve sair ou terá de enfrentar a concorrência se quiser reeleger-se no próximo Congresso FIFA, em Marrocos, em março.
“Há duas opções”, disse. “Uma opção é ele perceber que não tem apoio e não é apenas apoio político de quem vota, mas também apoio político da comunidade do futebol, dos adeptados, jogadores, antigos jogadores e treinadores”.
“E a segunda opção é ir a eleições em março, mas nesse caso penso que terá um candidato que vai concorrer contra ele. Ainda não sei quem será”, sublinhou.
Entre os potenciais candidatos encontram-se o presidente da Concacaf Victor Montagliani e o presidente da AFC Sheikh Salman bin Ebrahim al-Khalifa.

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