O mercado de transferências do futebol mundial atingiu um volume de negócios astronómico em 2016. No total, transações de futebolistas ascenderam a um valor recorde de 4,5 mil milhões de euros no ano passado, segundo um relatório da Transfer Machting System da FIFA. No que toca a Portugal, os clubes nacionais receberam cerca de 400 milhões de euros com a venda de jogadores.

O relatório — que pode ser descarregado aqui — revela que o número de transferências atingiu um novo máximo em 2016, com 14.591 negócios concretizados, superando pela primeira vez a fasquia das 14.000 transferências. Isto representa um aumento de mais mil transferências face a 2015.

Assim, o volume de negócios realizados ao longo de todo o ano passado chegou à marca histórica de 4,79 mil milhões de dólares (cerca de 4,5 mil milhões de euros), correspondendo a um crescimento de 14,3% em relação a 2015.

Paul Pogba custou ao United mais de 100 milhões no verão de 2016.

Apesar deste montante recorde em gastos com transferências de jogadores, apenas 14,4% do total de negócios envolveu o pagamento de uma compensação financeira. Por exemplo, 60% dos negócios foram realizados com jogadores livres de contrato.

A FIFA destaca ainda que 879 transações ocorrem entre países que nunca tinham estabelecido qualquer acordo negócio desde a introdução do sistema de monitorização de transferências International Transfer Matching System (ITMS), em 2010.

O que representa “um claro sinal de que o futebol se tornou num fenómeno ainda mais globalizado”, referiu o diretor geral do FIFA TMS, Kimberly Morrys. “É interessante verificar como o mercado de transferências continua a evoluir e a expandir-se ano após ano em todo o mundo”, acrescentou.

Portugal volta a brilhar

Em Portugal, o saldo líquido entre gastos e receitas com a comercialização de jogadores de futebol foi claramente positivo.

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Os clubes nacionais gastaram cerca de 178,2 milhões de dólares (157,6 milhões de euros) na aquisição de 557 atletas em 2016. Mas faturaram 419,1 milhões de dólares (391 milhões de euros) com a venda dos 479 atletas efetuadas, o que deixa a balança comercial positiva em 240,9 milhões de dólares.

Portugal foi um dos países que apresentou o melhor saldo comercial, situando-se ligeiramente atrás da França — saldo entre receitas e despesas foi de 246 milhões de dólares.

Em Inglaterra, o défice comercial no futebol situou-se acima dos mil milhões, o que em nada belisca a sólida capacidade financeira dos emblemas britânicos.

O mesmo relatório revela que foram pagos cerca de 370 milhões de dólares em comissões aos agentes de futebol. No caso do mercado português, estes intermediários financeiros receberam cerca de 26 milhões de euros.

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