A equipa histórica dos EUA New York Cosmos (NY Cosmos) está muito perto de fechar portas. O clube – que se tornou mundialmente conhecido nos anos 70, quando recebeu estrelas como Pelé ou Beckenbauer – está atualmente suspenso por um período indeterminado.

O problema é a grave crise económica que assola o actual campeão da North American Soccer League (NASL), a segunda divisão do futebol americano. Apesar de nos últimos quatro anos a equipa ter ganho três títulos, os fundos escasseiam e os contratos com os jogadores já foram rescindidos. Para já, a direcção apenas dá duas garantias: que os salários de Novembro ainda serão regularizados, e que na próxima temporada o Cosmos não vai apresentar-se em competição.

O problema não é novo. Desde a refundação, em 2013, o clube perdeu mais de 28 milhões de euros. O presidente Seamus O’Brien está à procura de investidores na Ásia e na Europa, para que o clube não decrete oficialmente a falência, mas a busca tem sido, até agora, infrutífera.

Uma liga a cair aos bocados

Mas não é apenas o Cosmos que está em maus lençóis. Toda a segunda liga de futebol norte-americana está à beira do colapso. As razões são o abandono de algumas das equipas para outras ligas, e o acumular de prejuízos que as restantes têm tido. Das atuais 12 equipas, três já confirmaram o abandono na próxima época.

Por exemplo, o Minnesota United estreará no próximo ano na Major League Soccer (MLS), principal campeonato de futebol, enquanto que o Ottawa Fury e o Tampa Bay Rowdies decidiram ir para a United Soccer League (USL), a terceira liga norte-americana, visto que esta liga oferece melhores vantagens financeiras. Já o Fort Lauderdale Strikers, a equipa do brasileiro Ronaldo (o fenómeno), encontra-se à venda.

O Cosmos foi fundado em 1971 por dois executivos e na maioria da sua história esteve gerido pelo presidente da Warner Communications, Steve Ross. Antigamente, Ross queria investir e transformar a franquia numa das melhores equipas de futebol do mundo. A ambição e o dinheiro trouxeram grandes figuras do desporto-rei para o então modesto clube – desde Pelé, nos anos 70, até Raúl (Real Madrid), mais recentemente.

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