A Serie A italiana prolongou até 2018 e duplicou o valor do fundo monetário disponível para acudir às equipas que descem de divisão. A resolução foi aprovada por todas as 20 equipas do primeiro escalão italiano, e permite distribuir cerca de 60 milhões de euros entre os clubes que no final da época acabem relegados para a Serie B.

A ideia vem de 2012, quando foi discutida a Lei Mellandri, que estipula como é que as receitas dos contratos televisivos são divididas entre os vários clubes da primeira divisão. Em Portugal, os grandes negoceiam individualmente os seus direitos – mas, em Itália (como em muitos outros países), o bolo é regateado em conjunto, procedendo-se depois à distribuição das receitas. O que permite, em princípio,  distribuir mais fundos às equipas mais fracas.

Com o novo contrato, o fundo distribui-se da seguinte forma entre as equipas relegadas:  25 milhões de euros caso a equipa tenha jogado na Serie A em três das últimas quatro épocas; 15 milhões caso tenha jogado apenas duas das últimas três; e 10 milhões se tiver sido o seu primeiro dos últimos três anos no escalão máximo do futebol italiano.

O que restar – caso sobre – é reservado à equipa que esteja no seu segundo ano na Serie B sem conseguir subir ao primeiro escalão.  Num eventual melhor cenário, 25 milhões de euros serão ainda injectados, com 40% direccionados para as equipas despromovidas e o restante repartido pelas equipas que terminem entre o quarto e o décimo sétimo lugar.

“Foi um dia muito positivo, em que os clubes concordaram unanimemente com a distribuição dos direitos de televisão para esta temporada e para a próxima”, disse o presidente Maurizio Beretta.