A exposição da banca ao futebol espanhol alcançou mínimos históricos da última década. Clubes deviam 570 milhões de euros ao sistema no final da temporada 2014-2015.

Este montante reflecte uma queda de quase 11% face ao ano anterior, segundo os dados divulgados pelo site espanhol Palco23. Se compararmos com os 950,8 milhões de euros registados no final da temporada 2010-2011 – o dobro do endividamento actual -, ficamos com uma melhor noção das restrições financeiras que a banca tem provocado no futebol espanhol.

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Para este cenário terão contribuído as imposições das instituições internacionais (União Europeia e FMI) aos bancos espanhóis na sequência do resgate ao sistema financeiro espanhol no valor de 40 mil milhões de euros em meado de 2012.

As dificuldades de acesso ao crédito bancário foram, de resto, experienciadas também pelos clubes portugueses nos últimos anos, num cenário de dificuldades e problemas económicos um pouco semelhante ao vivido por ‘nuestros hermanos’.

Como consequência destas restrições, os juros da dívida aumentaram, fazendo disparar os gastos financeiros dos clubes espanhóis no último ano – passaram de 70,8 milhões para quase 90 milhões de euros, apesar da descida do endividamento.

Observando a dívida bancária por clube, verificamos que o Valência é, de longe, o clube com maior endividamento aos bancos – a dívida total ascende a mais de 200 milhões de euros.


Só mais atrás é que surge o Real Madrid (81,6 milhões de euros) e Atlético de Madrid (70 milhões), os dois clubes que repetem presença na final da Champions League (este ano realiza-se em Milão), depois da final de Lisboa em 2014.

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