O Aston Villa tem um novo patrocinador principal. Os ‘villains’ acabaram de fechar um acordo com a Visit Rwanda, que vai render até £20 milhões (€23,4 milhões) por temporada.
A agência de turismo do Rwanda vai substituir assim a casa de apostas Betano, com quem o time de Birmingham tinha ainda acordo. Ainda assim, antecipou-se o fim do acordo antes de entrar em vigor a proibição de patrocínios de apostas na Premier League.
O acordo é válido por várias temporadas, com a marca Visit Rwanda a marcar presença na frente das camisas do time principal masculino, do time feminino e da academia, além de diversos outros locais de destaque.
O Aston Villa fala num acordo histórico. “Esta é uma parceria muito entusiasmante e um símbolo da contínua expansão e crescimento do clube nos mercados internacionais. Existe uma grande variedade e profundidade de oportunidades para colaboração, aprendizagem e inovação, e estamos ansiosos por trabalhar com a Visit Rwanda para realizar ações significativas através do turismo, investimento e desenvolvimento desportivo”, afirmou Francesco Calvo, diretor de operações do Aston Villa.
O clube anunciou que os torcedores que já compraram a camisa titular da temporada 2026/2027 e desejam exibir a marca Visit Rwanda, podem fazer a troca nas suas lojas de forma gratuita.
Amnistia Internacional avisa para sportswashing
O acordo também levantou preocupações junto da Amnistia Internacional do Reino Unido que avisou que poderia ser uma forma de aquele país africano maquilhar o seu historial de atropelo dos direitos humanos através do futebol.
No mês passado, a República Democrática do Congo apresrntou uma queixa contra o Ruanda no Tribunal Internacional de Justiça, acusando o país vizinho de violar vários tratados internacionais.
Os congoleses acusaram o Ruanda de ter enviado forças e apoiado grupos armados para realizar operações militares ilegais no seu território após o genocídio ruandês de 1994.
O Ruanda há muito que rejeita as provas de que apoia grupos rebeldes no país, mas os especialistas da ONU e os governos ocidentais estão entre as várias partes que afirmam que o Ruanda apoia o M23, um importante grupo armado no leste da República Democrática do Congo.O Aston Villa foi alertado de que o seu novo contrato de patrocínio de 20 milhões de libras por ano com a Visit Rwanda será utilizado pelo país para maquilhar o seu historial de direitos humanos através do desporto.
“O Aston Villa deve estar bem ciente de que o Ruanda está a tentar usar esta parceria para gerar uma imagem pública positiva. O país é conhecido pelas detenções arbitrárias, tortura e repressão da liberdade de expressão – abusos que ocorrem internamente”, observou Felix Jakens, da Amnesty International UK, citado pela BBC.
