Os multimilionários americanos donos do Crystal Palace estão a explorar uma eventual venda do time inglês que esta época conquistou a Conference League, de acordo com o jornal Financial Times.
O clube está a trabalhar com os banqueiros do Raine Group para conduzir o processo e estão várias opções em cima da mesa neste momento, incluindo a venda total e outras vias para garantir novo capital.
A estrutura que detém o time britânico inclui o co-fundador da Apollo, Josh Harris, o antigo executivo da Blackstone, David Blitzer, e Woody Johnson, membro da família por detrás do império de cuidados de saúde Johnson & Johnson.
Harris e Blitzer detém em conjunto 30% das ações. Jonhson, que é dono da equipa de futebol americano New York Jets e antigo embaixador dos EUA no Reino Unido na primeira administração Trump, é o maior acionista depois de ter adquirido uma participação de 43% no ano passado, avaliada em £550 milhões.
Outros 10% estão nas mãos do empresário britânico Steve Parish, que lidera o Palace desde 2010, clube londrino do qual é adepto desde criança.
Uma fonte próxima do processo revelou ao Financial Times que a venda de uma participação maioritária, acima de 50%, poderia ajudar a garantir um melhor preço para os atuais proprietários.
Palace vive melhor período da história
O Palace, do sul de Londres, atravessa um dos períodos de maior sucesso da sua história. Conquistou a Taça de Inglaterra em 2025, depois de vencer o Manchester City na final. Em maio, venceu a Conference League, após derrotar os espanhóis do Rayo Vallecano.
A possível venda surge numa altura em que o clube tenta modernizar o seu antigo estádio Selhurst Park com o objetivo de aumentar a capacidade para mais de 34 mil pessoas.
O Crystal Palace registou um lucro antes de impostos de £8,3 milhões e receitas de £196,6 milhões na temporada 2024-2025. A Deloitte colocou o time no lugar 25 dos mais ricos do futebol.
