O Benfica pode barrar a entrada do novo acionista dos Estados Unidos, que acabou de fechar um acordo para adquirir uma parcela de 16% do time português.
Em causa está o facto de o investidor americano Tim Leiweke ter recentemente investido cerca de €100 milhões no Venezia FC de Itália.
Os responsáveis do Benfica estão a considerar usar uma cláusula dos seus estatutos para impedir que o consórcio liderado por Leiweke conclua a aquisição de uma participação de 16,4% detida pelo empresário português José António dos Santos na Sociedade Anónima Desportiva (SAD).
Os estatutos do Benfica estabelecem que investidores considerados com interesses concorrentes não podem adquirir mais de 2% da SAD, informação essa que já foi transmitida à equipa de Leiweke.
Essa mesma cláusula já havia sido utilizada em 2021 para bloquear a compra de uma participação de 25% no clube pelo investidor americano John Textor, dono de outros times, como o Crystal Palace de Inglaterra, Olympique de Lyon de França e o Botafogo do Brasil.
Segundo a agência Bloomberg, que avançou com a notícia, nenhuma decisão final foi tomada e o negócio ainda pode ser concretizado. A diretoria do Benfica deverá se reunir nos próximos dias para discutir a possível transação.
O Entrepreneur Equity Partners, do qual participa a filha de Tim Lieweke, Francesca Bodie, recém-nomeada vice-presidente do Venezia FC, pretende adquirir participações minoritárias em clubes de futebol europeus. O Benfica está preocupado que essa estratégia possa comprometer a sua independência.
Uma possível aquisição do Benfica representaria um dos maiores investimentos estrangeiros da história de um clube português e o segundo grande investimento americano no clube, após a aquisição de uma participação de 5,24% pela Lenore Sports Partners no ano passado.
