Aos 38 anos, Cristiano Ronaldo passou, segundo a Forbes, a ser o futebolista mais bem pago da atualidade. Um cenário admissível pela dimensão planetária do craque português, mas apenas possível pela entrada em cena do campeonato da Arábia Saudita. Cristiano Ronaldo tem no Al Nassr um salário anual de 200 milhões de dólares, o que lhe permite superar Kylian Mbappé, que em 2022 encabeçava esta lista, sendo que o capitão da Seleção portuguesa arrecada ainda 60 milhões de dólares em patrocínios e acordos comerciais.

Em segundo lugar surge outro veterano, o craque que ao longo da última década e meia dividiu o palco mundial com Cristiano Ronaldo: Lionel Messi. O argentino deixou o Paris Saint-Germain e mudou-se para os Estados Unidos, onde representa agora o Inter Miami, clube detido por David Beckham, passando de 110 milhões de dólares anuais para 135 – salário de 65 milhões e 70 milhões em patrocínios e acordos comerciais, gerados pelo tremendo impacto da mudança para o movimentado mercado norte-americano.

Arábia Saudita alterou o pódio

Kylian Mbappé foi o futebolista que mais recebeu em 2022, mas o campeonato da Arábia Saudita não só retirou a liderança ao futebolista francês como até o atirou para fora do pódio. O terceiro jogador mais bem pago do mundo é agora o internacional brasileiro Neymar, reforço do Al Hilal, clube orientado pelo técnico português Jorge Jesus. O ex-jogador do Paris Saint-Germain cobra 112 milhões de dólares – 80 milhões provenientes de salários e 32 da exploração da vertente comercial.

Mbappé, que também foi alvo de alguns clubes sauditas, acabando, contudo, por se manter ao serviço do Paris Saint-Germain, passou de 128 milhões para os atuais 110 (90+20), superando por pouco o compatriota Karim Benzema, outro dos astros que se mudaram para a Arábia Saudita. O ex-avançado do Real Madrid, que assinou pelo campeão Al Ittihad, comandado pelo português Nuno Espírito Santo, tem rendimentos globais de 106 milhões de euros (100+6) – em termos salariais, Benzema é mesmo o segundo futebolista mais bem pago.

Premier League fecha top-10

A segunda metade da lista é dominada pela Premier League, que até à entrada em cena da Arábia Saudita era mesmo o campeonato mais robusto do ponto de vista financeiro. Erling Haaland, goleador norueguês do Manchester City, tem um salário anual de 46 milhões de dólares, aos quais acrescenta 12 em patrocínios e parcerias. Segue-se o internacional egípcio Mohamed Salah (53 milhões), ele que esta temporada também teve em cima da mesa a possibilidade de se mudar para a Arábia Saudita.

O oitavo posto deste top-10 é ocupado por outro jogador da liga saudita, o ex-Bayern e Liverpool Sadio Mané. Colega de Cristiano Ronaldo no Al Nassr – onde são comandados pelo treinador luso Luís Castro -, o craque senegalês tem rendimentos anuais na ordem dos 48 milhões de dólares, superando assim Kevin De Bruyne, do Manchester City, que fecha 2023 com 39 milhões, e Harry Kane.

Os três jogadores da Premier League atuam também nas duas equipas mais dominantes deste campeonato nos últimos anos. Para termos uma ideia mais clara, Manchester City e Liverpool são novamente as duas equipas favoritas para vencer o título britânico, segundo as casas de apostas que oferecem um bónus de registro em 2024. Finalmente, o Top 10 é fechado pelo inglês Harry Kane, agora ao serviço dos alemães do Bayern, e cujos rendimentos globais são de 36 milhões de dólares.

Os 10 futebolistas mais bem pagos em 2023

  1. Cristiano Ronaldo: 260 milhões de dólares
  2. Messi: 135 milhões de dólares
  3. Neymar: 112 milhões de dólares
  4. Mbappé: 110 milhões de dólares
  5. Benzema: 106 milhões de dólares
  6. Haaland: 58 milhões de dólares
  7. Salah: 53 milhões de dólares
  8. Sadio Mané: 48 milhões de dólares
  9. De Bruyne: 39 milhões de dólares
  10. Harry Kane: 36 milhões de dólares

Oriente Médio, Reino Unido, Estados Unidos, sem falar no fundo QSi do Qatar, são atualmente as regiões mais poderosas do planeta em termos económicos, nomeadamente em termos de investimentos no futebol. Com a aposta séria da Arabia Saudita no seu campeonato, muitos podem achar que os pólos mais atrativos do futebol mundial podem ficar duradouramente alterados, deixando a Europa de ser o líder do futebol, a nível de clubes.

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