A Serie A italiana espera arrecadar pelo menos €1,15 mil milhões por temporada nos próximos três anos com a venda dos direitos de transmissão dos jogos para o mercado doméstico.

Numa reunião realizada esta sexta-feira, os clubes italianos aprovaram os termos do concurso que será lançado em janeiro, adiantaram duas fontes próximas do processo à agência Reuters.

Em comunicado, a liga referiu que aprovou o prazo do lançamento da oferta, mas não divulgou qualquer objetivo em termos de contrapartida financeira pelos direitos de televisão das partidas de futebol.

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Há um contrato de três anos que expira em 2021 e com o qual a Serie A arrecadou 973 milhões de euros por época, depois de vender as licenças domésticas à unidade da Comcast, a Sky, e ao fornecedor mundial de desportos DAZN.

Os direitos de transmissão são a principal fonte de receita para os clubes da Série A e são cada vez mais cruciais pois os jogos estão a ser disputados com estádios vazios devido às restrições da COVID-19, e numa altura em que as empresas reduzem os orçamentos de publicidade.

Devido à queda das receitas por causa da pandemia, a liga italiana tenta compensar as perdas vendendo o seu negócio de direitos televisivos às fatias. Está neste momento em curso a alienação de 10% na recém criada empresa que irá gerir os direitos internacionais a um consórcio de investidores por cerca de €1,7 mil milhões.

Os analistas do mercado considera que o próximo processo de venda dos direitos de transmissão dos jogos da Serie A vai enfrentar condições de mercado desafiantes.

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Por um lado, a crise pandémica deverá condicionar as ofertas que poderão surgir da parte das emissoras tradicionais, na medida em que vão querer controlar a sua base de custos. Por outro, a Sky, a principal operadora paga em Itália, está proibida pela autoridade da concorrência de distribuir conteúdo exclusivo na sua plataforma de streaming, o que também poderá afetar o concurso.

Embora a nova crise do coronavírus faça com que as emissoras tradicionais controlem sua base de custos, a licitação também pode ser afetada por uma proibição antitruste que impede a SKY, a principal operadora de TV paga da Itália, de distribuir conteúdo exclusivo em sua plataforma de streaming.

A Sky, recorde-se, ficou com a fatia de leão no anterior concurso de venda dos direitos domésticos da Serie A.