Era uma medida esperada. A Super Liga Chinesa decidiu limitar os salários dos jogadores estrangeiros a atuarem nos campeonatos nacionais a três milhões de euros por ano.

A medida visa conter uma eventual “bolha” no futebol chinês, que nos últimos anos foi considerado como um El Dorado para muitos jogadores à procura de contratos milionários, e poderá afastar a chegada de grandes nomes da modalidade.

Hulk, que era um dos jogadores mais bem pagos a atuar na China, recebia cerca de 15 milhões de euros por ano, mas já saiu dos chineses do Shanghai SIPG e pode rumar ao FC Porto.

 

“O salário individual dos jogadores estrangeiros durante uma temporada não pode ultrapassar os três milhões de euros, antes de ser aplicada a taxa de impostos. Esta política visa conter as bolhas de investimento nos nossos campeonatos e promover o desenvolvimento saudável e sustentável do futebol profissional”, justificou a Super Liga Chinesa, na sua página oficial na Internet.

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“As despesas dos clubes Super Liga Chinesa é cerca de 10 vezes superior às despesas dos clubes da Liga da Coreia do Sul e três vezes superior à Liga japonesa. Mas a nossa seleção nacional está a ficar para trás”, acrescentou.

A seleção chinesa ocupa o 75.º lugar do ranking mundial, enquanto as seleções da Coreia do Sul e do Japão estão no lugar 38 e 27, respetivamente.

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Esta regra aplicar-se-á a partir de 01 de janeiro de 2021 para todos os jogadores estrangeiros, incluindo aqueles que, atualmente, estão a jogar na China, mas, de acordo com o organismo, os jogadores com um vencimento superior a três milhões de euros poderão assinar com os seus clubes “um acordo adicional para acordar uma forma de pagamento da diferença”.

As equipas que violarem estes limites podem ser penalizados com a retirada até 24 pontos. Além disso, os jogadores podem ser proibidos de atuarem nas competições organizadas pela federação chinesa.