O West Ham é um dos clubes europeus que conta com uma parceria com a Betway.

O Reino Unido prepara-se para rever a lei de publicidade aos jogos de sorte e azar e está a considerar uma proibição deste negócio no patrocínio desportivo, avança o jornal The Guardian.

Em causa estará a reforma do chamado Gambling Act 2005, que poderá começar já esta semana com o pedido inicial de informação.

O Departamento de Digital, Cultura, Média e Desporto (DCMS), que está a liderar o processo, devem rever quase todas as áreas da lei de jogos de sorte azar do Reino Unido, de acordo com o jornal.

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Nessa medida, também estarão em cima da mesa novas medidas para conter os acordos de patrocínio desportivo que incluem a marca nas camisolas dos clubes de futebol.

Metade das 20 equipas da Premier League têm marcas de apostas como patrocinador principal ou na manga das suas camisolas para a temporada 2020/21. Durante a temporada passada, os clubes do principal escalão britânico ganharam £69,6 milhões em acordos de patrocínio com casas de apostas, com a maioria dos clubes a manter outro tipo de parcerias com menor dimensão com players da indústria de jogos de sorte e azar.

No Championship, o segundo escalão do futebol inglês, 15 das 24 equipes contam com casas de apostas enquanto patrocinadores.

Em outubro, a English Football League (EFL) divulgou um comunicado insistindo que a receita gerada pela indústria de jogos de sorte e azar para os clubes sob sua supervisão “é tão importante agora como sempre foi” e pode ser vital para sobreviver às consequências financeiras da pandemia do coronavírus.

O comunicado acrescentou: “Com mais de £40 milhões por temporada pagos pelo setor à liga e aos seus clubes, a contribuição significativa das casas de apostas para a sustentabilidade financeira do futebol profissional em todos os níveis é tão importante agora como sempre foi , especialmente devido ao impacto contínuo da pandemia Covid-19, que está a deixar muitos de nossos clubes no fio da navalha financeira”.