A Serie A recebeu entre seis e oito propostas vinculativas de investidores internacional que estão interessados em explorar comercialmente a liga italiana de futebol.

Entre os investidores que estão na corrida pela Serie A encontram-se um grupo formado pelos os fundos CVC, Advent e FSI e ainda um consórcio formado pela Bain Capital e NB Renaissance Partners. Ambos apresentaram propostas antes do dia 28 de agosto, o prazo máximo dado pelos responsáveis da liga italiana, que está a avaliar a ideia de uma investimento externo.

Em Itália, os jornais avançam que estas duas propostas, que levaria os investidores a tornarem-se acionistas da liga italiana, parecem liderar a corrida. O jornal Sole 24 Ore adianta que as outras ofertas dizem respeito a operações com mix de financiamento e titularização, não envolvendo qualquer aquisição acionista.

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Na semana passada, o Financial Times avançou que a CVC Capital Partners, Advent International e a firma italiana Fondo FSI juntaram-se para apresentar uma oferta de 1,3 mil milhões de euros por 10% de uma nova companhia que iria gerir os direitos televisivos da Serie A e desenvolver a marca e a parte comercial internacionalmente.

A segunda oferta da Bain Capital e NB Renaisscance terá uma estrutura semelhante, com o consórcio a procurar também 10% da nova empresa por 1,3 mil milhões d euros.

Ou seja, estes dois grupos de investidores avaliam a Serie A em 13 mil milhões de euros.

Há ainda propostas do Fortress Group, que oferece 4,8 mil milhões numa operação de titularização e um empréstimo-ponto de 1,75 mil milhões, e ainda ofertas de financiamento da General Atlantic, GSO-Blackstone, Apollo e Sixth State.

Para que as duas propostas avancem para a seguinte fase do processo, 14 dos 20 clubes da Serie A terão de aprovar a criação de uma nova empresa para a gestão dos direitos televisivos e 15 terão de votar a favor de qualquer proposta.

Não se sabe qual o desfecho deste processo. O presidente da Lazio, Claudio Lotito, apoia a oferta da Fortress, enquanto o presidente do Nápoles, Aurelio De Laurentiis, apoiado por clubes como a Udinese e Fiorentina, pretende que seja a liga a gerir o seu negócio de forma independente.

De Laurentiis considera que a liga poderá aumentar as receitas de televisão dos 2,5 mil milhões para 2,9 mil milhões através da centralização da produção televisiva e da criação do canal Serie A.