Contratações de Neymar e Mbappé (na foto) aumentaram o défice do PSG

A assembleia geral da Liga Francesa de Futebol Profissional (LFP) adotou esta segunda-feira uma resolução que vai permitir à liga avançar para um empréstimo com garantia estatal para fazer face à queda das receitas televisivas devido ao cancelamento da temporada 2019-2020.

A LFP adiantou que o empréstimo proveniente do seu banco vai permitir pagar aos clubes da Ligue 1 e Ligue 2 “todas as verbas que ainda estavam por arrecada dos direitos televisivos para a temporada 2019-2020”.

O empréstimo terá o valor de 224,5 milhões de euros, segundo o jornal francês L’Équipe. Servirá para compensar as receitas com os direitos de transmissão dos jogos que não foram pagos pelas operadores Canal Plus e beIN Sports.

O crédito bancário irá cobrir os pagamentos que estavam previstos para a serem realizados entre 5 de abril e 5 de junho e vai ajudar a aliviar a pressão financeira a que os clubes estão sujeitos.

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Direitos televisivos valem mais de 700 milhões

O Canal Plus informou a LFP na semana passada que ia dar por finalizado o acordo. Uma decisão que surgiu momento depois de o primeiro-ministro francês Édourd Phillipe ter anunciado no Parlamento francês que as atuais temporadas dos desporto profissional, incluindo o futebol, não poderiam ser retomadas por causa da pandemia de Covid-19.

O canal francês pagou cerca de 37 milhões de euros como parte de um acordo com a LFP relativo a jogos que já tinham sido realizados, tendo insistido numa cláusula para não fazer qualquer pagamento adicional se a época não fosse retomada.

Os negócios televisivos da LFP com o Canal Plus e a beIN Sports para a Ligue 1 e a Ligue 2 valem juntos 748,5 milhões de euros em média por temporada entre 2016-2017 e 2019-2020.

Os direitos televisivos da Ligue 1 representam 726,5 milhões de euros — ou 97% — da soma total, com os direitos da Ligue 2 a valerem cerca de 22 milhões por temporada.

Em resposta ao surto da Covid-19, o governo francês avançou com medidas para ajudar a economia a superar a crise. Um das medidas permite às empresas pedir um empréstimo ao seu banco até 25% da sua última receita.

Através do BPI, o banco de investimento francês, os empréstimos estão garantidos até 90% pelo Estado francês. Há um período de cinco anos para reembolsar o empréstimo.