O Atlético de Madrid fechou as contas da época passada com um resultado operacional positivo. Numa época marcada pela presença na final da Liga dos Campeões – e em que o campeonato acabou por ser perdido na última jornada -, o clube de Diego Simeone conseguiu fazer 13 milhões de euros líquidos, já depois de pagos os impostos.

A informação foi avançada pelo próprio Atlético de Madrid, após uma assembleia-geral de accionistas para fechar as contas da época passada e aprovar o Orçamento do novo exercício. Os accionistas presentes, que representavam mais de 98% do capital social do Atleti, ficaram a saber que os resultados antes de impostos melhoraram de 19 para 40 milhões de impostos.

A melhoria ficou a dever-se a um corte modesto nos custos (menos 0,6% face à época transacta), apoiado contudo por um crescimento sólido das receitas, que avançaram 7%. A boa performance de bilheteira, aliada à excelente época europeia, são as principais explicações para o fortalecimento da situação financeira do clube espanhol.

Tão ou mais importante do que a aprovação das contas do ano passado foi o ‘sim’ ao orçamento para a nova época. Este ano, o Atlético Madrid conta gastar 240 milhões de euros com o futebol profissional, um montante que será em boa medida usado para pagar os salários de um plantel cada vez mais cobiçado a nível europeu. Griezmann, Yannick Carrasco, Koke e Oblak são algumas das vedetas nas quais os ‘tubarões’ europeus já estão de olhos postos, o que obriga o Atlético a pagar bons salários.

Segundo o comunicado à imprensa, as despesas estarão porém controladas por receitas que rondam o mesmo montante. O que permitirá ao clube de Madrid cumprir as regras de fair play financeiro da FIFA – normas que põem um travão na ‘loucura’ salarial dos clubes, e que têm permitido melhorar substancialmente os resultados financeiros dos clubes. O Futebol Clube do Porto, por exemplo, falhou o cumprimento destas regras, e está agora sob risco de ser punido pelo organismo máximo do futebol mundial.