A Confederação Brasileira de Futebol (CFB) registou receitas recorde de 957 milhões de reais (170 milhões de euros) em 2019, frisando que os resultados demonstram que se tornou numa grande companhia comercial.

A assembleia geral da CBF aprovou os resultados num encontro realizado esta quinta-feira, com as receitas a registarem um aumento de 43,3% face ao ano anterior.

A explicar os resultados estão sobretudo três factores, explicou a entidade: publicidade, direitos televisivos e comercias e o Fundo Legado da realização do Mundial 2014.

No que diz respeito à publicidade, a CBF anunciou um grande acordo com a fabricante de automóveis Fiat em março de 2019, tendo as receitas neste segmento sido impulsionadas pela participação na Copa América 2019.

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A CBF tem registo uma subida acentuada das receitas ao longo da última década. Em 2010, havia faturado 263 milhões de reais, tendo aumento para 647 milhões de reais em 2016. Agora, a CBF está perto de ultrapassar a fasquia dos mil milhões de reais.

Tudo somado, a CBF registou um lucro de 190 milhões de reais, o que reflete um aumento de 265% em relação ao ano anterior.

Por causa do surto do coronavírus em todo o mundo, incluindo no Brasil, a CBF decidiu esta semana suspender vários campeonatos de futebol.

“A CBF é hoje uma grande companhia brasileira, com gestão e resultados em proporção do seu tamanho. Investimentos cerca de 500 milhões de reais no futebol nacional em 2019. Se considerarmos os últimos três anos, o nosso contributo supera os 1,37 mil milhões de reais”, disse o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

“Em 2019 fomos bem-sucedidos no que mais importa, que é dentro de campo. As equipas brasileiras form protagonistas no ano passado. Ganhámos a Copa América, o Mundial sub-17, o Torneio de Toulon, o torneio sul americano sub-15, assim como outras importantes competições fora e no Brasil, acrescentou.

“As nossas seleções masculina e feminina garantiram presença nos Jogos Olímpicos. As nossas competições foram concluídas com sucesso. O campeonato brasileiro tem recorde de assistência nos estádios e tivemos um ano de grandes investimentos na seleção nacional e no futebol feminino”.