O Tottenham anunciou receitas recorde na temporada 2018-2018, com a faturação do clube inglês a subir 85 milhões de euros, isto depois de ter atingido a final da Liga dos Campeões (perdida para o Liverpool).

Os spurs obtiveram uma receita de quase 500 milhões de euros na época transata. Apenas três clubes ingleses registaram um maior volume de negócios: o Manchester United (673 milhões), o Manchester City (574 milhões) e o Liverpool (572 milhões).

Estes números evidenciam a importância da presença na Liga dos Campeões por parte do Tottenham, que teve de se endividar em cerca de 680 milhões de euros para financiar o novo estádio.

Cerca de um quarto das receitas — 116 milhões de euros — vieram da prova milionária, incluindo prémios da UEFA e vendas de bilhetes.

Por outro lado, com a maior visibilidade na Champions, as receitas com sponsorship e hospitalidade subiram quase 30% para 130 milhões de euros na temporada passada.

Em relação à televisão, continua a ser a principal fonte de receitas do clube, subindo ligeiramente para 160 milhões de euros.

Enquanto isso, receitas nos dias de jogos (Matchday) e bilheteira, que permaneceram nos 37 milhões de euros contabilizando apenas a Premier League, foram impactadas pelo facto de os spurs terem jogado 14 dos 19 jogos em casa no Estádio Wembley, enquanto outros cinco jogos já foram realizados na nova casa. A temporada 2019-2020 seria a primeira em que o Tottenham faria todos os jogos da Premier League no recém-inaugurado estádio, mas as receitas vão ser afetadas pela suspensão de todos os campeonatos de futebol devido ao surto do novo coronavírus.

No total, o Tottenham registou um lucro — excluindo transferências de jogadores — de cerca de 186 milhões de euros, mais 12 milhões face à temporada anterior. Os lucros depois de impostos foram de 73,5 milhões — abaixo do lucro recorde de 120 milhões em 2018, que se deveu sobretudo à venda de jogadores.

No relatório e contas, o chairman do clube, Daniel Levy, analisou a atual situação, quando Londres se prepara para fechar portas devido à pandemia da Covid-19.

“Estamos dolorosamente consciente de que parece totalmente inapropriado dar atenção aos resultados financeiros do ano anterior num momento em que tantas pessoas e empresas enfrentam momentos preocupantes e difíceis. No entanto, somos legalmente obrigados a anunciá-los até 31 de março de 2020”, começou por dizer.

“Enfrentamos tempos de incerteza tanto no trabalho como nas nossas vidas pessoais. Estou há cerca de 20 anos a desenvolver este clube e tive muitos obstáculos pelo caminho. Mas nenhum deles desta magnitude. A pandemia Covid-19 é o mais grave obstáculos de todos“, acrescentou.