A Espanha quer avançar para a candidatura de organização do Mundial 2030, com Marrocos e Portugal, que já estava na parceria. A prova completa o centenário nesse ano.

Segundo o El País, a “inspiração surgiu depois de a FIFA ter escolhido a parceria México, Estados Unidos da América e Canadá para o Mundial 2026”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, propôs aos responsáveis do governo de Marrocos, nomeadamente Saadedín Al Othmani, homólogo marroquino, e ao rei Mohamed VI, a organização do campeonato do mundo de futebol em 2030. 

Ao que tudo indica, os marroquinos encararam a proposta com entusiasmo, depois de perderem várias candidaturas, como em 2010, organizado no continente africano, e por último a proposta para 2026.

As ideias ibéricas surgiram em setembro, quando Luis Rubiales, presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), visitou Sanchéz na companhia de Gianni Infantino, presidente da FIFA. Para o Mundial de 2018, os países ibéricos já se tinham candidato. Sem efeito, pois a prova foi organizada, este ano, pela Rússia.

As boas relações entre Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e Rubiales permitiram aos países acordarem o processo e juntar, agora, o país do Norte de África.

As últimas grandes competições organizadas na Península Ibérica foram protagonizadas por Portugal, no Euro 2004, e Espanha, no Mundial de 1982. Para além da candidatura ibero-marroquina, Argentina/Paraguai/Uruguai e Reino Unido/Irlanda também já se apresentaram como candidatos.

Ao que tudo indica, Marrocos estava a ponderar juntar-se a Argélia e Tunísia para a organização do Mundial 2030. Também a Coreia do Sul mostrou-se disponível a uma candidatura conjunta com a Coreia do Norte e o Japão.

A única competição mundial de futebol organizada por mais de um país, aconteceu na Coreia do Sul e Japão, em 2002. Contudo, nunca houve duas nações de dois continentes diferentes.