Para muita gente, o mês de dezembro é sinónimo de Natal, no entanto, no futebol, é também altura do Mundial de Clubes. Num período natalício em que as pessoas fazem as contas em relação ao dinheiro a gastar com as prendas, o Finance Footbal decidiu analisar o poderio económico de cada equipa presente na competição, tendo por base o valor de mercado dos respetivos plantéis.

Tal como acontece todos as épocas, a formação europeia parte como favorita para vencer a prova. Fruto de nova vitória na Liga dos Campeões, o Real Madrid repete a presença no Mundial de Clubes, que este ano se realiza em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos. A equipa de Zinedine Zidane vai procurar revalidar o título perante a oposição de seis emblemas.

Em termos teóricos, o vencedor da Taça Libertadores da América, o Grémio, do Brasil, perfila-se como o principal concorrente dos madrilenos, tendo já se qualificado para a final do torneio. Contudo, o Al Jazira (vencedor do campeonato nacional do país organizador) vai ter também alguma palavra a dizer nas meias-finais da competição.

Se as diferenças entre as equipas já são grandes devido ao facto de estarem inseridas em contextos totalmente distintos a nível desportivo, elas são ainda maiores quando vemos o valor monetário associado a cada plantel.

Como é sabido, o Real Madrid é um clube que consegue atrair os melhores jogadores do mundo, o que faz com que a sua equipa valha sempre muito dinheiro. Segundo o Transfermarkt, o valor de mercado do plantel dos Galáticos é cerca de 740 milhões de euros.

Estes números ganham particular relevância quando nos apercebemos que a valia monetária da equipa do Real Madrid é 4,6 vezes superior à soma total do preço das seis formações restantes que iniciaram a competição. Isto significa que os plantéis dos emblemas presentes no Mundial de Clubes, à exceção dos espanhóis, todos juntos, perfazem um valor a rondar os 160 milhões de euros.

Há jogadores do Real Madrid a valer mais do que todos os outros plantéis

Tendo em conta os dados do Transfermarkt, Cristiano Ronaldo está avaliado em 100 milhões de euros, sendo o atleta com maior valor de mercado no Real Madrid. Consultando a tabela, é fácil de perceber que o internacional português sozinho é mais caro que cada plantel das outras equipas. No emblema madrileno, Gareth Bale (80 milhões) e Toni Kroos (70) também se encontram nessa situação.

Por outo lado, apenas dois atletas, num total de 23, comandados por Zinedine Zidane (Borja Mayoral e Achraf Hakimi) são mais baratos que o conjunto total dos jogadores do Auckland City.

As (menores) discrepâncias entre as outras equipas

Na lista referente ao valor de mercado dos plantéis, a seguir ao Real Madrid, o Grémio e os mexicanos do Pachuca surgem destacados na segunda e terceiro posições, respetivamente. Esta realidade pode ser justificada com o forte investimento que o continente americano (sobretudo América do Sul) faz no futebol.

Ao contrário da formação da capital espanhola, brasileiros e mexicanos têm um plantel globalmente homogéneo no que diz respeito ao valor monetário de cada jogador. Contudo, existe uma exceção no Grémio, com a situação de Luan, um dos atletas mais cobiçados na Europa, que vale, neste momento, 17 milhões de euros.

Já as formações asiáticas, tal como o conjunto africano, têm os seus plantéis preenchidos com muitos jogadores locais, sendo que esses atletas apresentam valores de mercado, na generalidade, semelhantes.

Por último, o Auckland City encontra-se, de alguma forma, à margem das outras equipas. Para se ter uma ideia, o atleta mais caro, o espanhol Eñaut Zubikarai, tem um valor de mercado de 450 mil euros.

Para o Mundial de Clubes, o Real Madrid apresenta-se como o clube que tem jogadores com maior valor, quer a nível de qualidade de jogo, quer a nível monetário. Mas será isso suficiente para que os Galáticos levantem o troféu mais uma vez?

 

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