O mercado de transferências em janeiro traz consigo um aliciante que, por vezes, os clubes parecem esquecer: a contratação de jogadores em fim de contrato. O Finance Football foi à procura de onze jogadores que podem reforçar a sua equipa a preço de saldo já no próximo defeso.

Um jogador em final de contrato é sinónimo de um jogador mais barato. Os clubes normalmente pagam um valor mais reduzido pela transferência e têm de pagar a totalidade do ordenado que o jogador ganhava até final do seu contrato. Este montante normalmente já está incluído no montante da transferência.

Tirando essa chatice, a contratação de alguns jogadores torna-se uma verdadeira pechincha. Isto se tivermos em conta os atuais valores das transferências, que assumem valores absurdamente altos.

Wenger não quis vender e agora corre o risco de “oferecer”

Tomemos como exemplo o que se passa no Arsenal. O verão foi atribulado para o norte de Londres. Mesut Özil e Alexis Sánchez mostraram vários sinais de desagrado com a direção do clube.

No caso do alemão, apesar de também espreitar uma transferência, a maior preocupação era uma melhoria no contrato. O facto de, no verão, Özil ter tido pouco mercado – salário elevado e vinha de uma época pouco produtiva – fez com que a direção dos gunners não sentisse a necessidade de acelerar o processo de renovação.

Mas também não apressaram este assunto porque em mãos tinham o dossier “Alexis Sánchez” como prioridade. Este caso foi e continua a ser o mais complicado para o emblema arsenalista.

O chileno mostrou várias vezes o seu desagrado com a situação vivida e mostrou interesse em sair do Emirates e viajar para norte de Inglaterra. Lá, estava o Manchester City, acenando com vários milhões e também com uma maior possibilidade de conquistar títulos.

A proposta que chegou a Londres situava-se perto dos 60 milhões de euros, o que, apesar da qualidade do chileno, era boa para quem estava a entrar no último ano de contrato e se mostrava pouco interessado em renovar.

Arsène Wenger veio a público dizer que por vezes é preciso “fazer sacrifícios para manter o melhor plantel possível”. Wenger dava a entender que não pretendia abrir mão do seu melhor jogador, apesar de correr o risco de o deixar fugir a “custo zero” no final da temporada. Decisão arrojada, mas que pode ter criado um furo nos cofres do Arsenal.

Onze pechinchas que prometem agitar janeiro

Estes são os casos que mais prometem dar que falar no início do próximo ano civil. Tendo o City como cabeça, são vários clubes que olham para esta possibilidade de contratar jogadores por uma “bagatela”. Uma oportunidade para atacar os objetivos para o resto da temporada.

O mês de janeiro pode tornar-se num verdadeiro Black Friday para muitos clubes. Exemplo disso é este “onze” a preço de saldo de fazer inveja a muitas das grandes equipas europeias. Liquidação total.

Jogadores para todos os gostos

Desde a experiência de Buffon, Juanfran e Chiellini ao talento e juventude de Ghoulam, Emre Can e Goretzka, a escolha é variada.

A lealdade ao clube torna impossível a transferência de alguns destes jogadores. Buffon é obviamente o caso mais flagrante. O guardião da Juventus retira-se no fim desta temporada, após 17 anos ao serviço da Vecchia Signora. Não há dinheiro que possa comprar este senhor ao clube do seu coração.

Os casos já falados de Alexis Sánchez e Mesut Özil, avaliados em 65 e 50 milhões de euros respetivamente, são definitivamente os mais chocantes. Contudo, surgem dois nomes do United, também eles de alto gabarito: Ander Herrera e Juan Mata. Os dois espanhóis estão no seu último ano de contrato e encaixam em qualquer equipa de topo mundial.

No total, este “onze” inicial está avaliado em quase 300 milhões de euros. Só estes onze jogadores são mais valiosos do que 13 equipas completas da Premier League. Em Portugal? Não há ninguém que chegue perto.

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