UEFA está a preparar uma inédita Liga Europeia de Nações. Esta nova competição procura acabar com os amigáveis internacionais e substituí-los por uma liga que trará grandes benefícios comerciais e económicos.

A organização que tutela o futebol europeu garante que esta “superliga” trará benefícios a todas as 55 federações europeias. Com planos para começar em setembro de 2018, a Liga das Nações contaria com a presença de todos os países da UEFA. O torneio realizar-se-á a cada dois anos e dará aos semi-finalistas acesso direto à próxima edição do Europeu.

O arranque da nova Liga das Nações tem, no entanto, um grande entrave inicial: o seu formato. A solução encontrada passa por dividir os 55 países em quatro ligas de acordo com a sua posição no ranking de seleções da UEFA. Estas quatro ligas estarão interligadas por um sistema de promoção/despromoção.

Assim sendo, a Liga A terá as nações com o melhor coeficiente, enquanto na Liga D estarão as que tiverem o menor coeficiente. As ligas A e B consistirão em quatro grupos de três seleções cada. A Liga C terá um grupo de três equipas e três grupos de quatro. Por fim, a Liga D terá quatro grupos de quatro equipas.

As quatro seleções vencedoras do grupo serão promovidas à liga seguinte, enquanto que as quatro piores serão despromovidas. As quatro equipas que triunfem na Liga A será apuradas para uma fase eliminatória para se descobrir o vencedor da competição.

A nova Liga das Nações significa (muito) dinheiro a entrar nos cofres da entidade liderada por Aleksander Ceferin. O presidente da UEFA tenta encontrar solução para os amigáveis entre seleções pequenas, que pouca atenção mediática trazem. Muitos dizem ser uma tentativa de transformar o futebol de seleções tão lucrativo como o futebol de clubes. Uma verdadeira Champions League de países. Mas lembrem-se: “é tudo pelo bem do futebol”.

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