Procuradores espanhóis acusaram José Mourinho de defraudar as autoridades fiscais do país em 3,3 milhões de euros, depois de descobrirem que o treinador português usou uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas para ocultar os ganhos com a venda dos seus direitos de imagem.

As acusações contra o “Special One”, que atualmente treina o Manchester United, datam do tempo em que era treinador no Real Madrid. Os procuradores acreditam que o técnico de 54 anos não declarou ganhos no valor de sete milhões de euros nos anos de 2011 e 2012, nos quais deveria ter pago 3,3 milhões de euros em impostos.

As acusações acontecem apenas uma semana depois de procuradores, também espanhóis, acusarem Cristiano Ronaldo do mesmo tipo de fraude. Segundo os procuradores, o astro do Real Madrid supostamente reteve impostos no valor de 14,8 milhões de euros.

Em ambos os casos, as autoridades fiscais alegam que Mourinho e Ronaldo cederam os seus direitos de imagem a empresas nas Ilhas Virgens, que, por sua vez, os cediam a uma empresa sediada na Irlanda idêntica aos dois: a Multisports & Image Management Ltd.

Jorge Mendes, agente de José Mourinho e Cristiano Ronaldo, alegou ano passado, aquando das primeiras suspeitas de fraude, que ambos “cumprem com as suas obrigações fiscais“.

Até ao momento, José Mourinho ainda não fez qualquer declaração tendo em conta este caso. O antigo treinador do Porto é o terceiro treinador mais bem pago na Europa, com um salário anual de 14,5 milhões de euros. Apesar do salário astronómico, em dezembro, segundo um estudo do Finance Football, Mourinho era  o “milionário” com os piores resultados desportivos.

A situação acabou por melhorar para os lados do técnico português, após ter conquistado a Liga Europa, numa final disputada frente ao Ajax. Com esta conquista, os “Red Devils” embolsaram cerca de 14,7 milhões de euros.

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