Marcelo Rebelo de Sousa disse-o: a disparidade dos salários de administradores e de trabalhadores das empresas do PSI-20 é enorme e tem de ser combatida para repor justiça social. Na bolsa portuguesa, há casos em que os presidentes recebem 100 vezes mais do que o salário médio praticado na empresa. No futebol português, há salários bem mais elevados.

Por exemplo, António Mexia foi o CEO mais bem pago entre as empresas que fazem parte do índice de referência da bolsa portuguesa, o PSI-20. O presidente da EDP recebeu mais de dois milhões de euros entre salários e prémios em 2016. É muito dinheiro? Olhando para aquilo que Jorge Jesus leva para casa todos os anos, nem por isso.

O técnico do Sporting é um dos treinadores mais bem pagos da Europa. Recebe cinco milhões de euros por ano em Alvalade, mais do dobro do que recebe Meixa na EDP. Jesus faz parte do projeto de Bruno de Carvalho que pretende dar o título de campeão nacional ao leões, mas sem sucesso até ao momento.

Na tabela seguem Carlos Gomes da Silva (Galp) e Manso Neto (EDP Renováveis) antes de encontrarmos outro treinador de futebol. Rui Vitória renovou recentemente o seu contrato com os atuais tricampeões e passou a auferir cerca de 1,4 milhões de euros por ano, colocando-se em quinto lugar do ranking.

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Pelo meio, sucedem-se mais presidentes de grandes empresas nacionais, que geram lucros de 600 milhões de euros por ano — caso da Jerónimo Martins, onde Pedro Soares dos Santos recebeu uma remuneração de 1,269 milhões de euros.

João Castello Branco (Semapa), Francisco Lacerda (CTT) e Miguel Almeida (NOS) posicionam-se nos últimos lugares da tabela dos mais bem pagos. E é no último lugar do top-10 onde encontramos Nuno Espírito Santo, o técnico do FC Porto, que tem um salário de cerca de 850 mil euros por ano.

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