A FIFA registou prejuízos de 369 milhões de dólares (347 milhões de euros) em 2016, devido aos custos com os processos judiciais a envolver os seus elementos no âmbito de investigações de corrupção nos EUA e Suíça. O escândalo assustou os patrocinadores e o organismo que tutela o futebol mundial diz que os prejuízos vão subir ainda mais este ano.

Só em 2018 é que a FIFA, liderada por Infantino, espera voltar aos lucros de mil milhões de dólares, um resultado que terá origem nas receitas que espera alcançar com os direitos televisivos do Mundial da Rússia.

“É evidente que a estagnação do comércio global e o fraco investimento, juntamente com as investigações em torno de antigos funcionários da FIFA, exerceram pressão na geração de receitas para a organização”, justifica a entidade no relatório financeiro publicado esta sexta-feira.

As despesas legais atingiram os 50 milhões de dólares, destinando-se a cobrir encargos com as investigações norte-americanas e suíças sobre possíveis casos de suborno e gestão danosa.

Apesar das polémicas, a FIFA mantém o objetivo de alcançar receitas de 5,56 mil milhões no ciclo financeiro de quatro anos, que termina justamente com o campeonato do mundo na Rússia, em 2018. De resto, quatro mil milhões deverão ser gerados em 2018, o que vai permitir à organização registar reservas recorde de 1,655 milhões de dólares.

Contudo, o fundo de reserva deverá cair para os 605 milhões de dólares no final do ano, antes de voltar a recuperar. As reservas em numerário têm estado acima dos mil milhões desde 2008.

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