“Sei que vou ficar na história do Benfica”. A confiança que Luís Filipe Vieira manifestou em entrevista com A Bola tem razão de ser.

Desde que assumiu os destinos do clube, em Novembro de 2003, Vieira não só resgatou o Benfica da falência, como devolveu estabilidade à estrutura e títulos aos adeptos. No campo financeiro, de resto, é notável a sua capacidade vendedora: selada a venda de Gaitán ao Atlético de Madrid por 25 milhões, o presidente já superou a a fasquia dos 600 milhões de euros em receitas brutas com transferências de jogadores ao longo dos 13 anos da sua presidência.

Se hoje o Benfica é uma máquina capaz de valorizar atletas, há 13 anos o cenário era diferente. Bastante diferente. O clube vivia momentos delicados em termos financeiros, com os reflexos da crise a espalharem-se para os relvados.

E a verdade é que os primeiros anos de Luís Filipe Vieira à frente das águias foram complicados, e com dificuldades ampliadas por um FC Porto que acabara de conquistar dois troféus europeus. Obter receitas com transferências de jogadores era difícil porque era difícil valorizá-los dentro de campo.

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Por isso, foi só na quinta temporada, época 2007-2008, que Vieira conseguiu finalmente facturar de forma significativa com a venda de jogadores: 54 milhões de euros no total, graças sobretudo à alienação dos passes de Simão Sabrosa ao Atlético de Madrid por 20 milhões e de Manuel Fernandes ao Valência por 18 milhões.

Nesse ano, porém, o saldo seria positivo em 15 milhões de euros, dada a necessidade de reforçar o plantel com craques como Óscar Cardozo (11,7 milhões de euros), Ángel Di María (8 milhões) ou Maxi Pereira (5,7 milhões).

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Foi após a entrada de Jorge Jesus para o comando técnico dos encarnados que as coisas começaram realmente a aquecer para os lados da Luz. Jesus foi contratado em Junho de 2009 ao Braga por 700 mil euros. Se nessa época a aposta do clube foi manter as pérolas da equipa, na época seguinte (2010-2011) a estratégia foi realizar mais-valias após a conquista do campeonato: Di María seguiu para Madrid por 33 milhões, David Luiz e Ramires foram transferidos para o Chelsea por 25 milhões e 22 milhões, respectivamente… No total, a época rendeu 86 milhões de euros apenas com transferências de atletas.

Em 2014-2015 ocorre a melhor época de sempre para Vieira e para o Benfica: mais de 100 milhões de euros em receitas com vendas de jogadores, entre os quais Markovic (25 milhões/Liverpool) e Enzo Pérez (25 milhões/Valência).

Com a venda de Renato Sanches por 35 milhões de euros para o Bayern (transferência pode chegar aos 80 milhões) e de Gaitán por 25 milhões ao Atlético Madrid, podemos antecipar novo recorde de vendas nos encarnados? Difícil mas não impossível.

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